Acusado de mandar matar agente penitenciário em Londrina é condenado a 153 anos

27/08/2022

Thiago Borges de Carvalho foi vítima de uma emboscada

Depois de dois dias, terminou nesta sexta-feira (26) o júri popular dos acusados da morte do agente penitenciário Thiago Borges, em dezembro de 2016, em Londrina, no norte do Paraná. Apenas um dos seis réus julgados foi condenado como mandante do assassinato da vítima. Welber da Silva Conceição foi condenado pelo homicídio consumado de Borges, por oito tentativas de homicídio praticadas contra outros oito agentes e também por organização criminosa. Somadas, as penas chegam 153 anos e sete meses de prisão. Segundo a sentença, Conceição deve ficar em regime fechado. Ele já estava preso em uma penitenciária federal e veio a Londrina acompanhar o julgamento. O júri popular começou às 9h de quarta-feira (24) e terminou perto de 16h nesta sexta. A pedido da Justiça, a Polícia Militar (PM) organizou um esquema especial de segurança, com viaturas fazendo o rodízio 24 horas por dia na frente do Fórum Criminal e o helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) sobrevoando o local. O advogado André Salvador, que defende Welber Conceição, disse, em entrevista coletiva, que o julgamento foi contrário às provas do processo e que vai recorrer da condenação. O advogado Mário Barbosa, representante do Sindicato dos Policiais Penais do Paraná (Sindarspen), informou que a sentença "vai amenizar a dor da esposa, filha e mãe do Thiago".