Bombeiro do Paraná relata trabalho de resgate em Petrópolis

05/03/2022


O major Daniel Lorenzetto foi um dos militares do Estado deslocados para ajudar na tragédia



A rotina é recorrente na vida do major Daniel Lorenzetto, chefe da Divisão de Gestão de Desastres da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná. Ao primeiro sinal do surgimento de um fenômeno natural no Estado ou no País, o telefone do militar toca fervorosamente. É o chamado para reunir as coisas e organizar a missão de ajudar quem mais precisa. Foi assim em 2009, com o rompimento da barragem de Algodões, no Norte do Piauí. E dez anos depois, em 2019, com outro rompimento de barragem, desta vez em Brumadinho, Minas Gerais.


Agora, quando o aparelho celular piscou, a solicitação era para partir rumo a Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Ajudar a minimizar o sofrimento causado pelas fortes chuvas de verão, a maior tragédia da história da cidade, com mais de 232 mortos e outros tantos desaparecidos, era a missão da vez.


O major ficou uma semana em Petrópolis, de 19 a 26 de fevereiro. Coordenou, ajudou, conversou e serviu de psicólogo até que se colocasse a cidade de novo nos prumos, se é que isso é possível. A missão foi determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.


No total, duas equipes especializadas do Corpo de Bombeiros do Paraná foram enviadas ao local do desastre para reforçar o trabalho de buscas por vítimas desaparecidas. Foram militares do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e quatro cães farejadores em uma missão exaustiva, repleta de dor e sofrimento. A missão oficial deve terminar neste final de semana.


Nesse momento, o Governo do Rio de Janeiro começou o processo de construção de casas para abrigar as famílias impactadas e do cadastro para o pagamento do aluguel social. Nos bairros e morros mais destruídos, toneladas de terra ainda são retiradas todos os dias.