Brasil vai buscar centésima medalha de ouro nas Paralimpíadas

14/08/2021


Faltam apenas 13 medalhas douradas para atingir os três dígitos



Após cinco anos de espera, o Brasil chega aos Jogos Paralímpicos de Tóquio com a meta de fazer história. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) espera alcançar a marca do centésimo ouro na Terra do Sol Nascente. Faltam apenas 13 medalhas para atingir os três dígitos.


As primeiras conquistas vieram em 1984, nos Jogos de Nova York e Stoke Mandeville. Naquele ano, foram sete medalhas de ouro, 17 de prata e quatro de bronze. Uma das pioneiras foi Márcia Malsar, ela subiu ao lugar mais alto do pódio na prova nos 200m rasos.


"Fiquei muito emocionada quando subi ao lugar mais alto do pódio. Foi muito lindo! ", comentou Márcia, que aos 61 anos fala com dificuldade por conta do quadro severo de paralisia cerebral.


No Jogos Paralímpicos de 2016, disputados no Rio de Janeiro, a delegação brasileira conquistou 14 medalhas douradas. A meta de conquistar 13 em Tóquio é, portanto, bastante factível. Ainda mais com uma delegação tão grande, serão 253 atletas competindo na 16ª edição das Paralimpíadas. A maior delegação da história em um evento fora do país.


Alan Fonteles, que embarca para a sua quarta participação na competição, colaborou com um dos 87 ouros do Brasil ao vencer, o então favorito, Oscar Pistorius nos 200m em Londres 2012.


A campanha brasileira mais dourada em uma edição de Jogos Paralímpicos foi justamente na capital inglesa, quando o país subiu 21 vezes ao lugar mais alto do pódio.


"Um dia vou mostrar para os meus filhos e para os meus netos: Ó, meu nome está aqui na lista dos 100 atletas, os primeiros 100 atletas medalhistas dos Jogos Paralímpicos pelo Brasil" - falou Alan.


O atleta que mais colaborou e somou vitórias pelo país foi Daniel Dias. O nadador é dono de 14 ouros em Paralimpíadas. Maior medalhista da natação, ele já avisou que vai se aposentar no dia 5 de setembro, data que marca o encerramento da competição na capital japonesa.


Tomar a decisão de deixar as piscinas não foi fácil. Aos 33 anos, o maior nadador paralímpico de todos os tempos colocou os prós e contras na balança e decidiu que precisava passar mais tempo com a esposa Raquel e os três filhos: Asaph, Danielzinho e Hadassa.


As três modalidades mais vencedoras desde a estreia do Brasil em 1972 são: atletismo, natação e bocha.


Depois de um ano de incertezas e ansiedade por conta da pandemia do novo coronavírus, os Jogos Paralímpicos de Tóquio começam no dia 24 de agosto.