CBF cobra quase R$ 8 milhões por amistoso cancelado

10/09/2022


Entidade estuda proposta árabe para parceria



A CBF planeja a troca da parceira comercial de jogos da seleção brasileira masculina. O contrato com a Pitch, empresa inglesa que opera os jogos da Seleção desde 2012, se encerra no final deste ano e só vai haver renovação em caso de valorização do atual acordo.


O desgaste já existia antes da chegada de Ednaldo Rodrigues à presidência. Houve críticas públicas de Tite, por exemplo, ao estado do gramado em partida contra o Peru em 2019, logo depois da Copa América, quando a Seleção perdeu por 1 a 0 num gramado com marcações de futebol americano, em Los Angeles, nos Estados Unidos.


O cancelamento da partida contra a Argentina, em junho, provocou mais estresse na relação - porque a organizadora garantia a realização do jogo até as vésperas da partida, o que terminou provocando um jogo a menos em relação aos principais adversários pelo mundo.


O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, revelou ao ge que a CBF cobra o valor do jogo que não aconteceu contra a Argentina, o clássico que seria realizado na Austrália.


Por partida, a CBF recebe US$ 1,5 milhão - cerca de R$ 7,7 milhões pela cotação atual - e é este valor o da cobrança sobre a Pitch. Ednaldo demonstrou insatisfação com a parceira comercial, principalmente em relação aos valores.


Em outras palavras, o presidente da CBF quer cobrar mais pela venda dos jogos da Seleção. Também é desejo de Ednaldo de mudar o modelo de jogos, muitas vezes sendo realizado no exterior, com poucas partidas em solo brasileiro.


O ciclo da Copa foi marcado por série de problemas, muito antes da pandemia. Além do campo de futebol americano, houve partidas em locais com pouco apelo desportivo, públicos baixos, como nos jogos de Singapura, e propostas recusadas pela CBF, que não queria jogar contra a Colômbia nos EUA, logo em seguida da Copa América de 2021. Em outros momentos, a CBF também recusou adversários como Bangladesh e Kuwait.


Ednaldo contou que já recebeu sondagens de outras empresas, inclusive brasileiras, para organização de jogos da Seleção. Até mesmo uma empresa da Arábia Saudita procurou a CBF para demonstrar interesse em comercializar os jogos da Seleção a partir de 2023.