Chama olímpica dos Jogos de Inverno chega à China

20/10/2021


Em cerimônia restrita, país anuncia planos de revezamento reduzido



Em cerimônia restrita, por conta da pandemia, a China recebeu a chama olímpica dos Jogos de Inverno nesta quarta-feira. O evento, organizado próximo ao Ninho do Pássaro, estádio-sede das Olimpíadas de Verão, em 2008, também serviu para revelar planos para um revezamento reduzido pelo país diante dos riscos de Covid-19.


A expectativa é que cerca de 1.200 pessoas participem do revezamento da tocha. Também haverá um revezamento virtual antes que o real aconteça, a partir do dia 1° de fevereiro do ano que vem. A Cerimônia de Abertura dos Jogos está prevista para o dia 4 do mesmo mês.


- A pandemia de Covid ainda está acontecendo no mundo inteiro. Sob o princípio de sempre colocar as vidas e as saúdes das pessoas em primeiro lugar, nós vamos ter uma apresentação diferente, mas inovadora da chama. Uma que combine tradição e realidade - disse Yu Zaiqing, vice-presidente do comitê organizador das Olimpíadas de Inverno de Pequim-2022.


Zaiqing recebeu a chama olímpica na terça-feira em Atenas, na Grécia. A cerimônia não recebeu público devido à pandemia, além de contar com um grande aparato policial por conta de protestos realizados contra a realização dos Jogos na China.


Zaiqing deixou o estádio Panatenaico, localizado na capital grega, com a lanterna contendo a chama olímpica, que foi acesa no dia anterior na Acrópole de Antenas, como manda a tradição. As Olimpíadas de Inverno começam em 4 de fevereiro de 2022.


Na segunda-feira, durante o acendimento da tocha, um grupo conseguiu levar uma faixa com os dizeres "Não aos Jogos do Genocídio" e uma bandeira do Tibete, que luta para se tornar um país independente da China.


O grupo chamado "No Beijing 2022" é contra a realização dos Jogos de Inverno na capital chinesa, afirmando que "contaminaria a sagrada tradição das Olimpíadas" realizar o evento na China, acusando o país de ser um dos mais repressivos do planeta em questões de liberdade, democracia e direitos humanos.