Colesterol: o mocinho que pode se tornar vilão. Saiba como prevenir e evitar

18/08/2022


Em excesso no organismo, ele age silenciosamente e é fator de risco de doenças como infarto ou AVC



Pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que quatro entre dez adultos brasileiros sofrem de doenças cardiovasculares em decorrência do colesterol alto, que é considerado um dos fatores que mais contribuem para o desenvolvimento dessas doenças. São mais de 100 mil brasileiros por ano. Por isso, em agosto é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Colesterol.

Mas, apesar da péssima fama, o colesterol é um tipo de gordura fundamental para o pleno funcionamento do organismo. Presente na estrutura de todas as células, é responsável por produzir alguns tipos de hormônios e vitaminas, principalmente a vitamina D. O fígado produz aproximadamente 85% do colesterol e os 15% restantes são provenientes da alimentação. Quando o fígado produz mais colesterol do que o necessário, torna-se prejudicial à saúde.

Como saber se o colesterol está alto? Por não apresentar sintomas visíveis, o nível alto de colesterol só consegue ser identificado com exames clínicos laboratoriais. Quem tem histórico familiar deve dobrar a atenção e manter o acompanhamento médico em dia, inclusive com a realização de exames laboratoriais de sangue. Os níveis elevados de gorduras no sangue podem ter origem genética e serem herdados de pais para filhos. “Quanto mais cedo o colesterol for dosado, maior a chance de se detectar a tendência genética. Em geral, recomenda-se o controle a partir dos 10 anos de idade. Porém, se a criança é obesa ou possui histórico familiar de doença cardiovascular, aconselha-se a dosagem antes dessa idade, por volta dos 2 anos”, alerta o médico cooperado da Unimed Curitiba especialista em cardiologia, João Vicente Vítola. Maus hábitos de vida, como alimentação rica em gorduras, ingestão de açúcar ebebidas alcoólicas em excesso, tabagismo e sedentarismo podem agravar o quadro de quem já tem predisposição genética.

Tipos O colesterol depende das lipoproteínas, que podem ser de alta (HDL) ou de baixa densidade (LDL). O HDL, conhecido como “bom colesterol”, ajuda a evitar o entupimento das artérias. Em resultados laboratoriais, seu nível deve ser alto, acima dos 40mg/dL.

Popularmente conhecido como colesterol “ruim”, o LDL colesterol leva o colesterol para as células e veias. Em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias formando placas que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Seu nível deve ser mantido abaixo de 130mg/dL.

Sinais de atenção Dor no peito, falta de ar e palpitações são sinais de alerta e podem estar associados a níveis elevados de colesterol. Além de doenças cardiovasculares, o fígado também pode ser danificado com altas taxas do colesterol ruim (LDL) causando Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou diabetes. O diagnóstico e tratamento em estágio inicial evita complicações e o agravamento da doença. Em casos mais avançados, o uso contínuo de medicamentos pode ser indicado para normalizar os níveis de colesterol no sangue.

“Quando detectamos pacientes com maior risco cardiovascular, com alto risco de ter infarto ou derrame, as metas de colesterol são mais rígidas”, explica o médico cooperado da Unimed Curitiba especialista em cardiologia, Marcos Henrique Bubna.

Devido à importância do tema, a Unimed Curitiba preparou um informativo digital que visa esclarecer pontos importantes sobre o colesterol de forma bem didática e ilustrada. O material está disponível no portal unimedcuritiba.com.br. Se preferir, acesse aqui o informativo.

Prevenção A saúde depende muito do estilo de vida e não apenas da herança genética. A melhor forma de prevenção, de acordo com os especialistas entrevistados, é adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos e evitar comportamentos de risco, como uso de cigarro, álcool e situações constantes de estresse. “Isso tudo pode agravar a produção de colesterol ruim no sangue. Ainda assim, apesar de o colesterol ser um dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, é altamente tratável. É um fator modificável, ou seja, conseguimos prevenir doenças causadas com o tratamento correto e o controle medicamentoso”, conclui Bubna. Programa Bem-Estar & Saúde Para melhorar a qualidade de vida de seus clientes portadores de doenças crônicas, a Unimed Curitiba oferece um serviço exclusivo de acompanhamento por meio do programa Bem-Estar & Saúde. Para se inscrever, basta conferir se o cliente se encaixa nos pré-requisitos acessando o portal www.unimedcuritiba.com.br/bem-estar-e-saude.