Com Covid em alta, Xangai decide impor confinamentos

27/03/2022


A maior cidade da China irá confinar por cinco dias sua metade leste



A cidade de Xangai vai impor confinamentos por setores para tentar reduzir a curva de contágio da Covid-19 que volta a atingir a China, devido à variante ômicron - informaram autoridades locais neste domingo (27).


Com 25 milhões de habitantes, a maior cidade da China vai confinar sua metade leste por cinco dias, a partir desta segunda-feira (28), para fazer testes. A partir de 1º de abril, fará o mesmo com a parte oeste.


Nos últimos dias, a metrópole se tornou epicentro de uma nova onda de contágios em toda China, a qual começou a se acelerar no início de março.


A Comissão Pública de Saúde anunciou 4.500 novos casos nas últimas 24 horas, mais de mil a menos do que o registrado nos dias anteriores, mas muito acima dos números dos últimos dois anos.


Até agora, Xangai evitou adotar um confinamento total, porque as autoridades consideram imperativo manter abertos tanto o porto quanto o centro financeiro da cidade, para proteger a economia nacional e internacional.


Pudong e logo, Puxi

A parte oriental da cidade, Pudong, confinada primeiro, inclui o aeroporto internacional e o distrito financeiro da metrópole.


Na parte ocidental, Puxi, que será confinada a partir de 1º de abril, são encontradas a famosa artéria histórica do Bund, ás margens do rio Huangpu, que atravessa a cidade.



As autoridades apelaram para os habitantes ficarem em casa e pediram a todos os empregados, tanto do setor público como do setor privado, que não trabalhem em serviços essenciais que façam o mesmo.


As exceções se referem ao pessoal da saúde, dos transportes e quem trabalha no fornecimento de eletricidade, gás ou produtos alimentícios.


Os ônibus, táxis e o metrô deixaram de funcionar, mas, no momento, não se sabe o que vai ocorrer com as atividades portuárias nem o impacto das medidas nos trens e aviões que servem Xangai.


Xangai e Jilin são, atualmente, as regiões mais afetadas pela epidemia.


As autoridades chinesas também veem com nervosismo como a onda de ômicron em Hong Kong atingiu um grande número de vítimas entre os anciãos não vacinados.


Sua posterior propagação na China continental gerou um dilema para as autoridades, que se perguntam com que força devem responder.


Embora seja muito menor do que em outros países, o número atual de infecções é um dos mais altos na China desde o início da pandemia da Covid-19 em Wuhan, em dezembro de 2019.