Com Paraná em epidemia de dengue, Curitiba reforça atenção para prevenção

01/06/2022


Curitiba mantém alerta constante, durante todo o ano, para evitar a circulação do mosquito Aedes aegypti


Divulgação

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) pede atenção da população para os cuidados na prevenção contra a dengue. Apesar de Curitiba não ser considerada, até este momento, município infestado pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, o Estado do Paraná se encontra em situação de epidemia desde 19 de abril deste ano, o que pode impactar nos indicadores da doença no município.

“É um momento em que todos precisam prestar atenção aos quintais para eliminar criadouros do mosquito e evitar que Curitiba venha a ter problemas maiores com a dengue”, afirma a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.


Em 2022, até este momento, Curitiba registra 822 focos de Aedes aegypti na cidade e 135 casos confirmados da doença (sendo 134 importados e um autóctone).


Os focos encontrados não significam que os mosquitos carreguem os vírus das doenças, mas, segundo a coordenadora do programa municipal de Controle do Aedes, Tatiana Faraco, é importante reforçar os cuidados de prevenção, principalmente, neste momento de epidemia e aumento de casos no Estado.


“O trabalho é para evitar situações em que o mosquito possa picar uma pessoa doente (caso importado) e faça a transmissão autóctone, caso em que a doença se origina na cidade onde se mora”, alerta Tatiana Faraco.


Monitoramento

Curitiba mantém alerta constante, durante todo o ano, para evitar a circulação do mosquito Aedes aegypti. Para isso, o Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti da SMS realiza vistorias (inclusive com o uso de tecnologia como o drone), faz monitoramento com implantação de armadilhas ao inseto (ovitrampas), ações pedagógicas, bloqueios epidemiológicos em áreas com focos positivos e casos da doença, LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) conforme diretriz do Ministério da Saúde e, ainda, promove um extenso cronograma de mutirões de limpeza chamado Curitiba sem Mosquito.


Mas, por mais intensos e constantes que seja o trabalho dos agentes de endemias não há logística, trabalho presencial e análise de dados que deem conta dos 432 km² de áreas urbanas e terrenos de Curitiba. É necessário que o cidadão crie e mantenha hábitos de, semanalmente, monitorar e avaliar o seu quintal para evitar possíveis focos de procriação do mosquito.


Residências

De acordo com a coordenadora do programa, 66% dos focos positivos identificados em Curitiba, foram encontrados em residências, o que demonstra a necessidade de que cada cidadão faça sua parte.


“Por mais que a Prefeitura faça o trabalho, a população precisa colaborar e manter a rotina de inspeção nos seus espaços. Não temos condições de estar todos os dias em todos os locais, e o mosquito se prolifera muito rápido, em média em uma semana”, explica.

Segundo Tatiana, o monitoramento tem que ser minucioso e periódico, ao menos uma vez por semana. “Todo objeto que possa acumular água, seja ele grande, como restos de construções, ou pequeno, como tampinhas de garrafa, não deve ficar a céu aberto, deve ser guardado em locais secos e virados para baixo”, orienta ela. “Temos observado muita gente armazenando água da chuva, é importante que esses reservatórios sejam sempre fechados”, complementa.


Dez passos para afastar o Aedes aegypti do seu quintal

1 - Mantenha bem tampados: caixas, tonéis e barris de água.

2 - Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre bem fechada.

3 - Não jogue lixo em terrenos baldios.

4 - Se guardar garrafas de vidro ou plástico, mantenha sempre a boca para baixo.

5 - Não deixe a água da chuva acumular sobre a laje.

6 - Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda.

7 - Se guardar pneus velhos, retire toda a água e mantenha-os em locais cobertos, protegidos da chuva.

8 - Limpe as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água.

9 - Lave com frequência, com água e sabão, os recipientes usados para guardar água, pelo menos uma vez por semana.

10 - Os vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana. É importante trocar a água desses vasos com frequência.


Fonte: PMC