Coritiba condiciona volta do time feminino a ascensão do masculino

08/07/2021


Clube alega falta de recursos e afirma que pretende subir no Brasileirão



O Coritiba afirmou que não tem dinheiro para montar um time feminino para 2021. A diretoria alviverde citou o impacto causado nas receitas pelo rebaixamento para a Série B na última temporada e condicionou a montagem de um elenco à volta para a Série A. Vale lembrar que o regulamento exige que os clubes da Série A tenham um time feminino.


Na posse do novo presidente, Juarez Moraes e Filho, a direção disse que tentou uma equipe de futebol feminino com o Toledo, que teve a parceria encerrada em maio. A cúpula alviverde ainda falou que conversou com um outro possível novo parceiro, de Curitiba, mas não revelou o clube.


O último jogo da equipe foi em fevereiro, na goleada por 5 a 1 contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro Feminino sub-18. Já em dezembro de 2020, as Gurias do Coxa ficaram na quarta colocação do grupo F e não se classificaram para a segunda fase do Brasileiro Feminino A2.


O estadual de 2021 foi cancelado por falta de times, e o então Coritiba/Toledo alegou "motivos internos" para abdicar de participar. A competição fornece vaga direta para o Campeonato Brasileiro Série A2 - o Athletico já tinha presença garantida e disputa o torneio nacional.


Assim, o Coritiba deixou claro que aposta no retorno à elite do futebol brasileiro para voltar a pensar na categoria feminina. Atualmente, com dez rodadas, o Coxa é o vice-líder da Série B e tem um jogo a menos.


Essa é a segunda vez que o Coritiba encerra o projeto de futebol feminino com uma parceira. Em 2017, na gestão Rogério Bacellar, o acordo era com o Foz e durou pouco mais de um ano. Agora, com o Toledo, o período foi semelhante, entre os inícios de 2020 e 2021.