Curitiba e BID avaliam modelos de operação de ônibus elétricos

06/05/2021


Sistema já está em operação no Chile e Colômbia



A Prefeitura de Curitiba e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) promoveram, nesta quinta-feira (6/5), um workshop de avaliação de modelos de negócio de sistemas de transporte com ônibus elétricos em operação no Chile, na Colômbia e em implantação em São Paulo e São José dos Campos. A ação faz parte do processo de evolução do sistema de transporte de Curitiba, com a inclusão de ônibus elétricos, previstos nos projetos do Novo Inter 2 e do corredor Leste-Oeste, e foca a meta da cidade de buscar a neutralidade de carbono até 2050, estabelecida no Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas (PlanClima).


“A orientação do prefeito Rafael Greca é a de fortalecer a nossa cidade como protagonista em sustentabilidade e inovação. Isso envolve também a mobilidade urbana com um sistema de transporte moderno, mais eficiente e com menos emissões”, afirmou o vice-prefeito Eduardo Pimentel, na abertura da reunião.


Organizado pelo BID, o evento reuniu, em videoconferência, técnicos do município, especialistas do banco, consultores em eletromobilidade e operadores de transporte para apresentar e analisar os modelos aplicados sistemas de ônibus elétricos em operação. Também participaram da reunião virtual convidados dos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Economia; da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec); das prefeituras do Rio de Janeiro, Joinville e São José dos Campos, além de representantes do C40, GIZ, NDB, AFD, Copel, BNDES, ICCT, WRI e UTFPR.


O especialista do BID, Juan Paredes, ressaltou que a instituição é parceira na definição de estratégias de implantação de tecnologias de eletrificação do transporte de forma sustentável. “Temos trabalhado com financiamento de sistemas de ônibus elétricos há mais de dez anos, com investimentos institucionais no transporte público”, disse.


Paredes ressaltou os benefícios da evolução dos sistemas de transporte. Ele listou o risco da adoção tardia da tecnologia, que pode gerar o dumping tecnológico, e a necessidade da promoção do uso de energias renováveis para não sobrecarregar as redes existentes, bem como a necessidade do bom planejamento urbano.


Modelos

O consultor em transporte Carlos Bueno apresentou detalhes dos sistemas em funcionamento nas cidades de Bogotá, na Colômbia, e Santiago do Chile. Em Bogotá foram colocados em operação, em 2019, 379 ônibus elétricos no sistema Transmilênio. A cidade estabeleceu como meta a circulação de ônibus com zero emissões até 2022.


Segundo Bueno, na modelagem do sistema colmbiano foram levados em conta os riscos e definidos mecanismos de mitigação relacionados à vida útil das baterias, implantação de infraestrutura e responsabilidade pela manutenção e protocolos contratuais sobre a operação e renovação da frota.


O representante da empresa Metbus, concessionária de Transporte de Santiago do Chile, Hector Moya, ressaltou que o modelo chileno foi implantado em parceria público-privada. “Sem aliança com empresa privada é impossível implantar a eletromobilidade no transporte público”, disse.


Segundo ele, há hoje 770 ônibus elétricos em operação na capital chilena. Nas linhas atendidas pela Metbus o carregamento dos veículos é feito em sete terminais elétricos com 232 carregadores e potência somada de 18.120 KW.


Também fizeram apresentações dos sistemas se ônibus elétricos em operação e em projeto, o secretário de Mobilidade Urbana de São Jose dos Campos, Paulo Guimarães e o superintendente da SPTRANS, Simão Saura.