Curitiba pede ação integrada na RMC contra a pandemia

31/05/2021


Capital afirma que é preciso que os municípios se comprometam



Representantes da Prefeitura de Curitiba se reuniram, nesta segunda-feira (31), com lideranças de municípios da Região Metropolitana, em mais um esforço para promover medidas conjuntas de combate à expansão da pandemia. A falta de adesão das cidades vizinhas compromete os resultados necessários para redução da expansão da doença, além de manter a pressão da rede de saúde da capital.


Na reunião por videoconferência, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) discutiu a minuta de decreto que busca servir de base para cidades da Grande Curitiba ampliarem as restrições neste momento de agravamento da covid-19.


A base do documento é o decreto municipal nº 940/2021, que estabeleceu a bandeira vermelha em Curitiba e entrou em vigor no último sábado (29). A expectativa é a de que os municípios façam os ajustes necessários de acordo com a realidade de cada um.


O vice-prefeito Eduardo Pimentel, representando o prefeito Rafael Greca, que também é presidente da Assomec, reiterou a importância dos municípios da Grande Curitiba adotarem as medidas de ampliação das restrições de circulação.


“Quanto mais alinhadas estiverem as ações da Região Metropolitana melhores serão os resultados no combate à pandemia. Não tem sentido uma cidade restringir atividades e outras deixarem livre. Aí o vírus vai continuar circulando", argumentou Pimentel, que é coordenador municipal de Ações Integradas com a Região Metropolitana de Curitiba.


A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, também pediu durante o encontro que os municípios metropolitanos adotem as restrições previstas na bandeira vermelha de Curitiba.


“É o pior momento que estamos vivendo. É, realmente, a quarta onda. Nosso sistema de saúde está no limite”, alertou ela.


Segundo Márcia, o sistema está sobrecarregado, não só pelo crescimento de casos de covid-19, mas também pelo alto número de casos de traumas.


“No caso dos traumas, 65% dos atendimentos são de pessoas vindas da Região Metropolitana, que atendemos nas nossas unidades”, frisou.


Márcia ainda detalhou as medidas assertivas de ajustes na rede de atendimento à saúde de Curitiba a fim de reforçar o combate à pandemia.


“Precisamos concentrar esforços nos casos graves. Por isso, os prontos-socorros atenderão, a partir desta segunda-feira (31), apenas pacientes com casos graves encaminhados pelos serviços de saúde como Samu e Siate”, contou ela. Além disso, UPAs viraram unidades para internamentos de covid-19 e algumas unidades básicas de saúde passarão atender casos de urgência e emergência.