Dia do Imigrante: Hotéis Deville valorizam colaboradores de outros países

23/06/2021


O principal ponto positivo, sem dúvida nenhuma, é a troca cultural



O Brasil é um país de uma miscigenação marcante, formato por imigrantes de diversas partes do mundo. Desde os colonizadores até os primeiros povos que chegaram por aqui, como os portugueses, italianos, alemães, poloneses e japoneses. Até a nova onda imigratória incluindo haitianos e venezuelanos. No dia 25 de junho, é celebrado o Dia do Imigrante. Aproveitamos para compartilhar um pouco das histórias dos colaboradores estrangeiros que atuam na rede de Hotéis Deville.


Segundo Michele Zarur Varella, gerente corporativo de treinamento e desenvolvimento dos Hotéis Deville, a empresa sempre faz um processo seletivo justo e respeitoso, sem diferenciação. Além disso, a lei trabalhista é a mesma, para imigrantes ou brasileiros. “Encontramos algumas dificuldades apenas quando o imigrante ainda não providenciou toda a documentação necessária para trabalhar no Brasil, por exemplo: carteira de trabalho e CPF”, explica.


Ter um emprego fixo, direitos trabalhistas garantidos e estabilidade contribuem muito para que os imigrantes resgatem seus sonhos e objetivos, tanto pessoais quanto profissionais, sua dignidade e autoestima. “Com isso, os desafios da imigração com certeza são atenuados. Fora também que no ambiente de trabalho se desenvolvem relações sociais e a ambientação no país, fatores que contribuem positivamente na adaptação à nova morada”, complementa Michele.


O principal ponto positivo, sem dúvida nenhuma, é a troca cultural: “A flexibilidade, a vontade e a dedicação do imigrante normalmente nos deixam comovidos. Mas o mais gratificante é a oportunidade de reconstruírem suas histórias aqui no Brasil, principalmente quando conseguem trazer suas famílias para cá”, finaliza.


No Deville Curitiba Batel, Quintazinha Alves Dju Te é auxiliar de cozinha. Nasceu em Guiné Bissau, na África, e está no Brasil desde 2018. “Desde quando vim fazer a entrevista, me senti bem aqui no hotel, de como fui tratada e agora trabalhando na cozinha, estou ajudando no café da manhã, refeitório e outras tarefas, estou aprendendo muito. Pretendo assim que possível visitar a minha família, pois estou com muitas saudades.” 


Já no Deville Prime Porto Alegre, James N. Octavius, é o Chefe de Steward. Ele veio do Haiti. “A partir de 2015 meus amigos começaram a sair do Haiti para migrar para o Brasil e Chile e eu cheguei aqui em 2016, na casa do meu tio. Não sabia nada de português, nem dar bom dia. Em dois meses comecei a trabalhar no hotel, não me arrependo de ter saído do meu país. Agora tenho casa própria, só estou com saudade da minha mãe e meu filho, mas espero nesse final de ano conseguir visitá-los”. 


O Marriott São Paulo Airport também conta com imigrantes em sua equipe. Jean Louis Mary Ernest foi admitido em 2014 como garçom e hoje é recepcionista pleno. “Nasci no Haiti, mas depois do terremoto que acabou com o país em janeiro 2010, eu não tinha esperança como jovem que estava estudando para ficar no meu país. Morei na República Dominicana por 3 anos e depois escolhi o Brasil. Cheguei aqui em 2013 sem conhecer ninguém. Passei por várias empresas antes de entrar na rede Marriott em dezembro 2014, desde então a minha vida começou a crescer. Eles sabem valorizar os funcionários independente da sua religião, sexo ou raça”.

  

Também em Guarulhos, Will Floriza Mackendzy Jean Philippe, do Haiti, é arrumador. Veio para o Brasil em 2016. “De imediato achei um país muito aconchegante, um povo caloroso e receptivo. Logo consegui fazer uns bicos e depois fui chamado para trabalhar no hotel. Sou grato a Deus e as oportunidades que me foram dadas nesse país”. 

  

 Angel David Teran Bolivar também é arrumador no Marriott e chegou no Brasil em 2018. “Confesso que sair do meu país, Venezuela, foi uma decisão difícil, principalmente ter que me separar da família para começar do zero, ou seja, recomeçar uma nova história em um lugar muito distante da minha realidade, pois não tinha nenhuma possibilidade de continuar a viver por lá. Dois meses após a minha chegada ao Brasil, um amigo que trabalhava no hotel me indicou para ocupar a vaga de auxiliar de serviços gerais. Trabalhar no hotel foi me abrindo as portas no campo de trabalho e me interessei na área hoteleira. Também me ajudou muito no processo de adaptação e de resiliência, porque ao estar em contato com novas pessoas (colegas de trabalho e hóspedes) aprendi e estou aprendendo novas culturas, línguas e me profissionalizando para o meu melhor”.   


Paul Wecner Salvador desde 2018 é arrumador no Marriott. Nascido no Haiti, passou pela Argentina e um amigo que morava no Brasil o ajudou. Depois de trabalhar em uma obra, ficou 7 meses sem emprego, com a esposa e um bebê. “As coisas não eram fáceis, pensei em deixar São Paulo. E um amigo pegou meu currículo e achou uma vaga no Marriott. Eu sinto que estou em família aqui dentro da empresa, gratidão pelo carinho e pelo tratamento que recebi de todos”. 

  

Já Georginior Louis é garçom no Marriott São Paulo Airport. Também haitiano, chegou no Brasil em 2016. “No dia em que eu pisei em São Paulo vi esse hotel na saída do aeroporto, eu sonhei em trabalhar nele e no ano de 2019, consegui um emprego no hotel. Fui muito bem recebido e tive bastante suporte, estou me sentindo bem e muito feliz por trabalhar aqui”. 

 

Sobre a Rede Deville:

A Rede Deville começou suas atividades com o Hotel Deville Colonial, no centro de Curitiba. Desde então, vem crescendo e se consolidando como um dos principais grupos hoteleiros do País. Atualmente, atua como operador e investidor nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste, com nove hotéis, aproximadamente 1.500 acomodações. Administra o São Paulo Airport Marriott Hotel (SP), Deville Prime Campo Grande (MS), Deville Prime Cuiabá (MT), Deville Prime Porto Alegre (RS), Deville Prime Salvador (BA), Deville Curitiba Batel (PR), Deville Business Maringá (PR), Deville Express Cascavel (PR) e Deville Express Guaíra (PR).