Filipinas vai prender não vacinados que saírem de casa

06/01/2022


País registra aumento de casos de covid



O presidente filipino Rodrigo Duterte disse nesta quinta-feira (06/01) que as autoridades policiais do país têm permissão para prender pessoas não vacinadas que saírem de suas casas durante o atual período de restrições impostas para frear os casos da variante ômicron do coronavírus.


"Devido ao fato de ser uma emergência nacional, minha posição é que podemos prender" as pessoas que não se vacinaram, disse Duterte em um discurso transmitido pela televisão, acrescentando que estava pedindo aos líderes comunitários que procurassem por pessoas não vacinadas e se certificassem de que elas vão permanecer confinadas em suas casas.


"Se a pessoa se recusar, se a pessoa sair de casa e circular pela comunidade, ela pode ser contida. Se ele se recusar, a polícia poderá prender as pessoas recalcitrantes", disse o ultradireitista Duterte, conhecido por falas duras e muitas vezes ultrajantes.


De acordo com as regras em vigor, as pessoas não vacinadas na região da capital, Manila, e várias províncias do país só podem sair de suas casas para viagens essenciais. As Filipinas detectaram até agora 43 casos domésticos e importados de ômicron, o que levou o governo a aumentar as restrições nesta semana.


As infecções diárias por coronavírus nas Filipinas atingiram o maior número desde 26 de setembro, com 17.220 casos na quinta-feira, informou o ministério da saúde do país-


A contagem, que foi mais do que o triplo registrada na terça-feira, trouxe o total de casos nas Filipinas para mais de 2,88 milhões. As mortes pela doença oficialmente identificadas passam de 51.700. O país tem o segundo maior número de infecções e mortes por covid-19 no Sudeste Asiático depois da Indonésia.


"Sou responsável pela segurança e pelo bem-estar de cada filipino", disse Duterte enquanto desafiava aqueles que desaprovavam sua diretriz a processarem o governo.


No final do ano passado, 49,8 milhões de pessoas nas Filipinas haviam sido totalmente vacinadas, ou 45% dos 110 milhões de habitantes do país.