Governo Federal assina contrato para 10 milhões de doses da Sputnik

12/03/2021


Doses serão entregues até o final de junho



O Ministério da Saúde assinou nesta sexta-feira (12) contrato para compra de 10 milhões de doses da Sputnik V, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya. O anúncio do ministério ocorre um dia após governadores e prefeitos também anunciarem seus próprios acordos para fornecimento de doses.


Cronograma previsto pelo ministério: 400 mil doses até o final de abril; 2 milhões no fim de maio e 7,6 milhões em junho.


A vacina não conta com aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): os responsáveis pelo imunizante ainda precisam realizar o pedido de uso emergencial. Para apoiar a comercialização no país, os russos firmaram parceria com a farmacêutica brasileira União Química.

“Para que possamos efetivamente aplicar a Sputnik, só necessitamos que a União Química providencie com a Anvisa, o quanto antes, a autorização para uso emergencial e temporário" - Elcio Franco, secretário do Ministério da Saúde


De acordo com o ministério, a União Química afirmou que pretende fabricar o imunizante no Brasil, em fábricas em São Paulo e no Distrito Federal.


A possibilidade de produção 100% nacional será avaliada pelo ministério nas próximas semanas e pode levar à concretização de outro acordo comercial.


Acordos com estados e municípios

Governadores e prefeitos também anunciaram nesta sexta-feira (12) acordos para compra da Sputnik. O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), anunciou que o Consórcio Nordeste formalizará compra junto ao Fundo Soberano Russo de 39,6 milhões de doses da vacina, sendo 10 milhões de doses para uso emergencial.

Na Bahia, o governador Rui Costa anunciou que vai fazer a compra de seis milhões de doses da vacina russa.


Em Minas Gerais, Belo Horizonte anunciou a compra de 4 milhões de doses e Betim, 1,2 milhão. Na quinta-feira, Maricá (RJ) anunciou a compra de 400 mil doses.

As compras anunciadas por governadores e prefeitos ocorrem após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar, em 23 de fevereiro, que estados e municípios comprem e distribuam vacinas contra a Covid-19. A mesma autorização está prevista na recém sancionada lei federal 534/2021, que permite a compra por estados, municípios e pelo setor privado.